“É preciso privatizar as estatais, porque aí teríamos concorrência no mercado e os preços cairiam”.

É comum ouvirmos esse tipo de afirmação no discurso de alguns analistas que têm espaço na grande mídia. O mesmo ocorre com empresários, economistas, políticos, militantes extremistas e muitas pessoas que desconhecem a realidade do país.

Mas, vamos pensar no caso da Petrobras: primeiro, a concorrência já é permitida desde 1997. Não há nada que impeça que outra empresa se instale no Brasil e concorra com a Petrobras no refino de petróleo, por exemplo. Essas empresas não atuam hoje porque sabem que não teriam como oferecer preços competitivos com a Petrobras, que domina o mercado.

E o que mudaria com a privatização? Em relação à redução de preço, nada aconteceria. Ou você acha que uma empresa que comprou uma estatal (e que domina o mercado) iria reduzir os preços e seus lucros só para permitir que outras empresas entrem no mercado que ela já domina?

Não há lógica nisso. Falar que a privatização reduz os preços por causa da concorrência não passa de um mito sem fundamento.

Como este, inúmeros argumentos são utilizados de maneira distorcida e oportunista para justificar as privatizações.

Vamos explicar outras dessas mentiras.

“Privatizar é uma forma de combater a corrupção”

Quem argumenta que privatização acaba com a corrupção esconde o fato de que práticas ilícitas, como superfaturamento, pagamento de propinas, omissão de dados financeiros e divulgação de informações falsas são bastante comuns nas empresas privadas, que não precisam prestar contas de forma transparente como as estatais (nas últimas décadas foram criados órgãos e instrumentos de fiscalização bastante severos para controle das empresas públicas e dos governos).

Além disso, calcula-se que o setor privado sonegue algo entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões em impostos anualmente no Brasil. Trata-se de um dos maiores exemplos de corrupção, que gera enorme impacto para as contas públicas e, consequentemente, para o atendimento às demandas da população.

“A Petrobras é um cabide de emprego”

Outro argumento falso. Afinal, para trabalhar na Petrobras é preciso passar por concorridos concursos públicos.

Os concursos não levam em consideração parentesco, posições políticas ou relações pessoais dos candidatos, e servem para atestar a qualificação do funcionário que está para ser contratado.

Além disso, os funcionários de estatais são regidos pelas regras da CLT, semelhantes às da iniciativa privada. Ou seja, não há estabilidade de cargo: podem ser demitidos se não apresentarem desempenho satisfatório ou quando o governo resolve reduzir o quadro.

“O Brasil tem muitas estatais”

Não há normas, regras ou padrões para medir qual a quantidade de estatais é adequada. Nos Estados Unidos (que alguns insistem em tomar – erroneamente – como modelo de capitalismo e de “Estado mínimo”) são em torno de 35 mil estatais. No Brasil, somados todos os níveis da administração pública (municípios estados e União), são cerca de 400 estatais (sendo que o nosso país é o sexto mais populoso).

Aliás, em vários países do mundo, especialmente na Europa, o que se tem observado como tendência é a reestatização de empresas que foram privatizadas no passado. Foram mais de 1400 casos de empresas criadas ou reestatizadas nos últimos anos. Só na Alemanha foram 411.

Como a qualidade dos serviços despencou e as tarifas aumentaram com as privatizações, governos que se preocupam com a população resolveram retomar a prestação dos serviços que haviam sido entregues à iniciativa privada.

Isso significa que falar em vender estatais é ir na contramão dos países mais desenvolvidos do mundo.

A verdade: quem espalha mentiras sobre a Petrobras quer apenas lucrar

Empresas estatais são fundamentais para garantir desenvolvimento ao país e bem-estar para a população. É isso que as estatais brasileiras vêm fazendo, assim como ocorre em todo o planeta.

As elites do país estão apenas interessadas em tomar posse do patrimônio público para lucrar. Querem se apropriar das riquezas brasileiras de maneira mais fácil e precisam “explicar o inexplicável”, por isso apelam para mentiras. Eles apostam na ideia de que uma mentira contada muitas vezes se torna verdade.

É preciso proteger a Petrobras de interesses privados das elites mesquinhas e manter nossa principal empresa estatal a serviço do povo brasileiro.

 

Fonte: Com a Petrobras o Brasil tem Futuro