Vamos direto ao ponto: provavelmente muita coisa que você já ouviu falar sobre o endividamento da Petrobras é mentira.

Os governos Temer e Bolsonaro usaram isso para fazer a população acreditar que é necessário vender ativos (refinarias e subsidiárias, por exemplo) e diminuir o tamanho da empresa, rumo à privatização.

Assim como muitas empresas gigantes em todo o planeta, a Petrobras possui uma “dívida” que é perfeitamente pagável. Mas alguns setores tentam fazer com que as pessoas acreditem que possuir alguma dívida seria o mesmo que estar próximo à falência. Esse é um engano bem comum, mas aqui a gente explica:

:: Para o sistema financeiro, qualquer pessoa ou empresa que possui algum tipo de financiamento é considerada devedora. Isso inclui até o financiamento da casa própria ou de automóveis. Se você comprou um carro parcelado, é considerado devedor.

:: Desde 2003, a Petrobras tem obtido lucros gigantescos em quase todos os anos.

:: A dívida será paga tranquilamente com parte dos lucros anuais.

:: Parte dessa dívida é fruto de investimentos na pesquisa e preparação para a exploração do pré-sal.

Quando o Pré-sal foi descoberto em 2007, a Petrobras passou a pesquisar e desenvolver a tecnologia para explorar a maior descoberta mundial de petróleo dos últimos 50 anos. Assim, foi feito algo comum a todas as empresas que querem crescer: a alavancagem.

Alavancagem é quando uma companhia, para desenvolver projetos lucrativos e investir em melhorias, contrai empréstimos. Estes empréstimos, na casa de US$ 200 bilhões, serviram para que fosse possível buscar petróleo a 7 mil metros de profundidade, abaixo da camada de rocha salina (daí o nome Pré-sal).

Junto a isso, foram feitos investimentos para aprimorar as refinarias para que pudessem dar conta da nova demanda que os novos poços viriam a criar, e do tipo de petróleo que seria extraído.

Assim, o recurso foi usado para melhorar produtividade, gerar empregos e aprimorar toda a tecnologia da empresa, que se tornou uma gigante internacional do petróleo.

É facilmente pagável, pois estima-se que o pré-sal gere cerca de US$ 10 trilhões de lucro com sua exploração nas próximas décadas. Enquanto isso, os lucros anuais permitem cumprir facilmente as parcelas dos empréstimos, que são de longo prazo.

Esse compromisso poderia ser mais facilmente cumprido se o governo atual não reduzisse o refino no Brasil (que já chegou a ocupar 95%, mas hoje mal chega a 60% da capacidade instalada).

A Petrobras não está quebrada. Usar isso como argumento para privatização é usar de fake news para se desfazer do Brasil de verdade.

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