O governo brasileiro resolveu entregar definitivamente para a iniciativa privada a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras que possui uma extensa rede composta por 7,7 mil postos que levam o nome estatal, localizados em praticamente todo o território nacional e que garantem qualidade no serviço prestado e redução de custos operacionais.

A Petrobras está tendo que se desfazer dos 37,5% das ações que ainda possuía. Os outros 62,5% já haviam sido vendidos anteriormente – portanto, a Petrobras já não possuía controle acionário da empresa.
Mas, afinal, qual o prejuízo dessa ação para os brasileiros?

Os reflexos negativos para o Brasil serão imensos. Enquanto estava sob controle da Petrobras, a prioridade era o bem-estar da população, e isso incluía as decisões que impactavam os preços de venda dos produtos para o consumidor.

A Petrobras tinha o controle do começo (extração e refino) e do final (venda e distribuição) da cadeia produtiva. Nessas etapas, ela podia tomar decisões para segurar aumentos excessivos de preços dos combustíveis, por exemplo. O meio já era conduzido pela iniciativa privada, além da incidência dos impostos federais e estaduais.

Agora, a estatal poderá interferir apenas no começo da cadeia (até a saída das refinarias), deixando todo o restante sob controle de empresários cuja prioridade será o lucro.

Não é difícil entender que isso causará aumento dos preços de combustíveis e queda na qualidade de serviços prestados.

 

Prejuízo à imagem da estatal

Por não conhecer o funcionamento da cadeia produtiva de petróleo no Brasil, a maioria das pessoas atribui os aumentos de preços dos combustíveis unicamente à Petrobras.

Mas por participar agora apenas do início da cadeia, a estatal brasileira é responsável por uma parcela correspondente a algo entre 15% e 32% do preço final (dependendo das variações dos preços internacionais do petróleo e do dólar). É nessa etapa que o governo poderia atuar para segurar aumentos de preços.

O restante é formado por distribuição e revenda (privados), etanol anidro, ICMS (impostos estaduais), CIDE e PIS/PASEP e COFINS (impostos federais).

Mas, como por contrato os postos que levam o nome da Petrobras na fachada ainda terão que usar a marca por um tempo, a estatal continuará sendo acusada de cobrar caro dos consumidores.

 

Liquidar tudo no menor prazo possível

O atual presidente da BR Distribuidora, Wilson Ferreira, se notabilizou como um agente das privatizações do Governo Federal. Ele esteve à frente da Eletrobras até o início deste ano e contribuiu pra o avanço da Medida Provisória que viabiliza a privatização daquele que é outra estatal estratégica. Há expectativa de que a negociação faça o preço da energia ser elevado em até 20%.

Wilson Ferreira migrou para presidência da BR Distribuidora ao encontrar brecha na Lei 12.813, de 2013, que determina um intervalo de seis meses para atuar em outra empresa pública. Desta forma, cumpre o papel que lhe foi imposto pelo governo federal de comandar a destruição do patrimônio brasileiro em benefício de empresas privadas.

A entrega do patrimônio nacional é uma das políticas prioritárias do governo de Jair Bolsonaro. Sem compromisso com o país ou com os brasileiros, a efetivação desse projeto trará enormes prejuízos para o Brasil.

Isso precisa parar agora. Caso contrário, irá comprometer o futuro da atual e das próximas gerações.

 

Fonte: Com a Petrobras o Brasil tem Futuro

 

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