Alardeada como uma salvação nacional, a Operação Lava Jato foi responsável, na verdade, por um grande prejuízo ao Brasil. Em vez de trazer os prometidos benefícios, retirou R$ 172 bilhões de investimentos e foi responsável por aumentar em mais de 4 milhões o número de desempregados no país.

Amplamente divulgada e apoiada pela mídia, a operação tinha como objetivo real interferir na vida política e econômica do Brasil e, de quebra, ainda contribuir para facilitar a venda da Petrobras.

Essa intenção atende aos interesses de grandes anunciantes dos veículos de comunicação, especialmente empresas privadas do setor petrolífero. Sob o falso pretexto de combater a corrupção, acabou patrocinando a entrega de parte do patrimônio nacional e contribuiu para jogar o Brasil em um abismo do qual não saiu até hoje.

O efeito devastador teve início em 2014 e, com forte apoio político e midiático, acabou por criar as bases do sistema de ódio e fake news que culminou na eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, em 2018.

A partir de 2016, com a tomada do poder por Michel Temer (também apoiado nas mentiras da Lava Jato), o caos se estabeleceu no país e a entrega do patrimônio brasileiro se tornou política de governo.

O governo de Jair Bolsonaro deu continuidade à mesma política, vendendo ativos, subsidiárias e até uma refinaria (a RLAM) por preços muito abaixo do valor de mercado.

Poderia ser diferente?

Essa é uma pergunta que os setores beneficiados pelo caos que se instalou no Brasil tentam esconder: poderia ter sido diferente? A Lava Jato poderia ter atuado sem destruir a economia do país?

De acordo com dados do Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato recuperou R$ 4,3 bilhões. O valor é muito expressivo, mas nem se compara aos R$ 172 bilhões de investimentos que o Brasil acabou perdendo por conta da operação. Ou seja: o prejuízo foi 40 vezes maior que o valor reintegrado através das ações judiciais.

O número de desempregados é outro fator de perdas incalculáveis. A queda dos investimentos e a destruição de diversos setores da economia eliminaram nada menos que 4,4 milhões postos de trabalho por aqui, segundo um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado em março de 2021.
Só na construção civil foram mais de 1,1 milhão de desempregados.

Diferentemente do que acontece em outros países, considerados mais desenvolvidos, quando uma empresa é investigada e aqueles que cometeram crimes são punidos sem que a empresa ou o setor em que atua sejam destruídos, aqui no Brasil a operação foi determinante para colocar o em uma rota de destruição econômica, social e civilizatória.

Perda de arrecadação

A perda vai ainda além. O poder público deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos, o que representa uma redução gigantesca na capacidade de investimento da União, dos estados e dos municípios. Consequentemente, menos políticas sociais e ainda mais dificuldades para a população mais pobre.

Foram R$ 8,8 bilhões em salários que deixaram de ser pagos. Esse valor, além de garantir o sustento de milhões de famílias, garantiria uma movimentação econômica para sustentar uma cadeia produtiva que envolve, principalmente, os setores de comércio e serviços.

A contribuição sobre a folha de salários perdeu R$ 20,3 bilhões , prejudicando especialmente a Previdência Social. É daí que sai o valor que vai custear a maioria das aposentadorias do país, além do pagamento de benefícios como o auxílio-doença, que permite que o trabalhador não perca sua renda em caso de problemas de saúde que o impeçam de trabalhar.

A Farsa Jato

A Operação Lava Jato prometeu investigar corrupção e lavagem de dinheiro entre políticos e empreiteiras, mas tudo não passou de uma grande farsa.

O juiz do caso se tornou ministro do governo que ele mesmo ajudou a eleger ao tirar da disputa o principal candidato adversário.
Procuradores tentaram usar parte dos recursos recuperados para criar uma entidade de fachada, usando suas esposas como “laranjas”, para pagar altos valores por palestras que seriam dadas por eles mesmos. Só não conseguiram porque foram impedidos pela Justiça.

A operação, notória por garantir benesses em troca de delações premiadas sem provas (contanto que os acusados dissessem aquilo que o juiz e os procuradores queriam ouvir para criar julgamentos – igualmente sem provas – apenas com intenções políticas), teve que se desdobrar quando um de seus membros (uma espécie de “mentor” dos mais novos) acabou sendo incluído em uma delação premiada (irônico, né?) por supostos recebimentos de propinas.

Fora todo o esforço para não investigar determinados setores da sociedade, ligados às elites políticas tradicionais.
No final, as reportagens da A Vaza Jato e a operação Spoofing enterram de vez a imagem dos envolvidos.

Mas o estrago causado pode ser recuperado. Mas, para isso, é preciso que a Petrobras tenha uma gestão comprometida novamente com o crescimento da estatal no cenário nacional e internacional e um governo determinado a construir um Brasil mais próspero para todos com desenvolvimento, bem-estar e justiça social.
Por enquanto, nosso país não tem nenhum dos dois.

 

Fonte: Com a Petrobras o Brasil tem Futuro

 

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