A Operação Lava Jato e a posse de Michel Temer e de Jair Bolsonaro na Presidência da República são fatores políticos marcantes no desmonte da Petrobras. Mas para quem acompanha o caso com um distanciamento maior da empresa, existe um terceiro fator que acelera a entrega da empresa às elites econômicas e faz parte do próprio processo interno da estatal. É a chamada “hibernação” dos ativos.

Essa estratégia é promovida por uma gestão nada interessada no bem público, e sem projeto para fazer uma nação desenvolvida e autossuficiente em petróleo. É mais uma das formas de realizar a venda fragmentada dos ativos a custos baixíssimos.

A atual gestão não prioriza as atividades das refinarias e isso já está trazendo graves consequências para o país, como a queda de 50% do preço de mercado da estatal durante a pandemia do Coronavírus.

As refinarias tiveram uma redução drástica de suas capacidades com o objetivo de privatizá-las.

Mas quando se fala em hibernação, a situação é pior, ainda que o objetivo seja o mesmo.

 

Paralisação de atividades da Petrobras de propósito

Hibernar é paralisar totalmente um ativo, incluindo até a falta de manutenções. A defasagem de uma estrutura causa a redução do seu valor, ficando mais atrativa para a venda ao capital estrangeiro e às elites econômicas.

A atual gestão paralisou 62 plataformas da Petrobras com a desculpa de que elas não possuem meios econômicos para operarem em um cenário de baixo preço da matéria-prima, principalmente em meio à pandemia do Coronavírus.

A direção usa também como justificativa a manutenção de empregos e a sustentabilidade da companhia. Na verdade, esses trabalhadores serão realocados sem garantia alguma de que irão retornar às suas bases. Além disso, a gestão da companhia tem colocado em prática uma política de demissões voluntárias, que incentiva muitos profissionais a deixarem seus empregos.

 

Hibernação reforça política de desmonte da empresa

A justificativa de que há inviabilidade econômica como forma de realizar as hibernações é insustentável. Os campos que a atual gestão pretende vender irão dobrar ou triplicar suas produções. Isso é resultado de anos de investimentos.

O que acontece na companhia é uma manobra oportunista contra a soberania do país.

Os brasileiros têm que se unir contra a privatização, pois nosso país só continuará trilhando o caminho do desenvolvimento se a Petrobras continuar sendo estatal.

 

 

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