Para cada R$ 1 investido, um retorno de R$ 3.

Parece uma boa relação, certo?

Era exatamente esse o “poder multiplicador” dos investimentos da Petrobras, ao menos, no período em que a empresa era valorizada pelo Governo Federal e expandia cada vez mais as suas atividades.

Tudo o que a estatal investia tinha o potencial de ser multiplicado por três na movimentação da economia brasileira e na geração de riqueza, empregos e renda. Não à toa, estima-se que em 2014 a Petrobras era responsável por nada menos do que 13% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil (isto é, a soma de tudo que era produzido pela nossa economia).

Esses números são um real demonstrativo do reflexo positivo que o investimento público e a valorização das empresas estatais podem ter na economia.

Mas nos últimos anos, a Petrobras vem enfrentando uma forte política de desmonte, e a opção dos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro foi encolher a maior empresa do país. Refinarias operam abaixo de sua capacidade, subsidiárias foram vendidas e dezenas de outros ativos e iniciativas da estatal estão sendo colocados à venda.

Abaixo, demonstraremos como o Brasil poderia sair da crise se a opção fosse contrária, com o fortalecimento da Petrobras e o compromisso do governo em garantir o bem-estar da população.

Aquecimento da economia a partir dos investimentos

Como vimos, estatais possuem um fator multiplicador nos investimentos bastante relevante que, por si só, já podem funcionar como instrumento para reaquecer a economia.

Com isso, quanto mais a Petrobras investir, mais os outros setores da economia serão favorecidos. É a “roda da economia” girando, o que proporciona a criação de novas empresas e a geração de mais empregos. Isso seria extremamente importante, ainda mais em tempos de desemprego recorde.

A Petrobras, por exemplo, para atuar na extração de petróleo precisa de maquinário especializado, de veículos para transporte, de plataformas e de trabalhadores.

Antes dos governos Temer e Bolsonaro, a Petrobras adotava uma política chamada de “conteúdo local” que determinava que uma cota de fornecedores e de produtos, insumos e equipamentos precisava ser preenchida por empresas brasileiras.

Era uma forma de proteger a nossa economia e fortalecer o desenvolvimento econômico do país, estimulando também a geração de empregos por aqui. Mas essa política vem sendo abandonada nos últimos anos e, agora, o Brasil privilegia fornecedores estrangeiros (inclusive estaleiros que constroem as plataformas) e gera empregos no exterior.

 

Controle de preços

A poderia abandonar a política de preços internacionais (PPI), para que os valores dos combustíveis e do gás nas refinais não fossem mais determinados pelo mercado internacional. Assim, ela poderia ajudar a segurar aumentos abusivos nesse setor, beneficiando o bolso das famílias brasileiras.

Mas é exatamente o contrário do que estamos vendo, com altas históricas nos preços desses itens. Isso contribui para a inflação geral e para a diminuição do poder de compra da população, tanto é que em pleno século XXI, milhares de famílias brasileiras passaram a cozinhar com lenha, por causa do alto preço do botijão de gás.

 

Com a Petrobras o Brasil tem futuro

É irreal acreditar que o país irá se reerguer da crise econômica apenas com o investimento privado.
Se antes da pandemia de Covid-19 o país já vinha enfrentando desastres econômicos por causa das decisões do governo, reduzir o investimento estatal só vai contribuir para que o país continue enfraquecido.

O Estado pode funcionar como impulsionador da economia, entre outras coisas, por meio do fortalecimento das empresas estatais.

É por isso que nosso país precisa que a Petrobras volte a trabalhar a serviço dos brasileiros.

Podemos sair da crise, mas para isso, nossa principal estatal deve ter papel de destaque nessa recuperação.

 

Fonte: Com a Petrobras o Brasil tem Futuro

 

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