Desde 2016, os governos brasileiros (Temer e Bolsonaro) vêm reduzindo os investimentos da Petrobras.

Ao fazer isso, eles não prejudicam apenas a estatal, afetam o povo brasileiro.

Um dos focos é a diminuição do apoio a projetos sociais, culturais e ambientais.

Esses projetos são muito importantes. Como as atividades de extração de petróleo podem prejudicar bastante o meio ambiente e afetar as comunidades envolvidas, é uma forma que a empresa encontra de reduzir os impactos que são típicos da área.

Por ser estatal, a Petrobras foi criada para ajudar a construir um Brasil melhor.

Por isso, ela tem uma longa tradição de investir em projetos criados para diminuir as desigualdades sociais do nosso país.

Um exemplo é o trabalho bem bacana que ela desenvolve com os pescadores artesanais, de todas as cidades onde têm unidades. O serviço deles é muito abalado quando a empresa implanta plataformas de extração de petróleo, porque aumentam os riscos de acidentes que podem afetar as espécies de peixes que habitam a região.

Esse projeto é uma forma de “compensar” esses possíveis danos, mas poderá deixar de existir por causa dos cortes de investimentos.

 

Cortes afetam a população

Além das atividades socioambientais, que preservam nossos rios e florestas, cuidando também dos animais, a Petrobras é uma das maiores incentivadoras em duas outras áreas: cultura e esporte.

Como a maior patrocinadora brasileira da educação e da cultura, a Petrobras investe em escolas, eventos, cursos e aulas, peças de teatro e museus. O grande salto da indústria cinematográfica brasileira nas duas últimas décadas ocorreu por causa do patrocínio da estatal.

Repare que em grande parte dos filmes brasileiros você verá a marca da empresa entre os patrocinadores.

Só a Petrobras Cultural já apoiou mais de 4 mil projetos.

E nos esportes, ela patrocina atletas de ponta, para que possam realizar treinamentos e disputar competições representando o nosso país. Você não sente orgulho quando vê um atleta brasileiro no ponto mais alto do pódio?

O problema é que o governo de Jair Bolsonaro e os gananciosos acionistas da Petrobras querem acabar com tudo isso. O governo tem como projeto privatizar tudo o que for possível para transferir para a iniciativa privada o que hoje pertence aos brasileiros.

Já os acionistas, pensam apenas em aumentar seus próprios rendimentos, mesmo que, para isso, cortem recursos precisos que eram aplicados em ações que beneficiam toda a sociedade.

Sim, a gente sabe, é bem algo bem egoísta da parte deles!

Para fazer esses cortes, eles gostam de dizer que a empresa está enfrentando uma “crise financeira” e que deve reduzir investimentos.

Com isso, os projetos artísticos, sociais e esportivos estão sendo reduzidos em diversas regiões do país. Muitas crianças que realizavam as atividades em projetos patrocinados pela Petrobras, agora não têm mais espaços de lazer e de educação complementar.

E os adultos, que trabalhavam como oficineiros, professores ou atores nessas produções, deixaram de ser contratados.

 

Encolhimento

As ações sociais da Petrobras ajudaram a melhorar os índices de educação, saúde e desenvolvimento do país até 2014.

Mas aí as elites resolveram criar uma crise para desestabilizar o governo e a economia brasileira começou a afundar.

Seguindo a política de sucateamento, o governo passou a determinar a redução dos investimentos da estatal: Em 2013, os investimentos da Petrobras somaram R$ 779 milhões, sendo R$ 495 milhões em programas socioambientais; R$ 203 milhões na cultura e R$ 81 milhões em esportes.

Já em 2017, houve o menor incentivo do século: R$ 142 milhões, divididos em R$ 60 milhões para a área socioambiental; R$ 61 milhões em cultura e R$ 21 milhões para esportes.

 

Governo se aproveita da pandemia

Desde 2020, com o início da pandemia do novo Coronavírus, quase tudo que estava programado foi suspenso, como forma de evitar aglomerações.

Mas aí vem a maldade do governo: apesar de ter sido necessária, eles se aproveitam da situação para cancelar definitivamente projetos. O objetivo é acabar de vez com eles.

Em setembro de 2020, a diretoria divulgou nota informando que reduziria R$ 14 bilhões em investimentos gerais até 2025.

Hoje, é difícil saber o que vai acontecer. Nós só conseguiremos medir a extensão de tudo o que foi afetado com o passar dos anos. São muitas coisas em jogo: as comunidades envolvidas, a biodiversidade do país, as taxas de desigualdade social e o avanço da educação e do esporte do Brasil.

O papel da Petrobras, como estatal, é muito maior do que apenas gerar lucros financeiros. Tudo que ela faz, ou deixa de fazer, afeta diretamente milhões de famílias brasileiras.

É importante que a sociedade perceba tudo que perderá caso o processo de desmonte da empresa avance.

A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro e deve voltar a priorizar o bem-estar da nossa população.

 

 

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