O Brasil vive uma crise hídrica grave, causada pela queda nos níveis das usinas hidrelétricas. Para ajudar a minimizar os riscos de desabastecimento e apagão, a Petrobras tem aumentado a produção de suas usinas termelétricas: será que isso aconteceria se a empresa fosse completamente privatizada, como quer Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes?

O Governo Federal vem se desfazendo de ações e vendendo refinarias e subsidiárias da Petrobras, como a BR Distribuidora, e colocou usinas termelétricas (UTE’s) na mira de seu plano de “desinvestimento”. As UTE’s são fundamentais para suprir gargalos no fornecimento de energia do país, e a contribuição da Petrobras para atenuar a crise só é possível porque ela é uma empresa estatal.

 

Termelétricas seguirão importantes nos próximos anos

Mesmo com o crescimento da importância das fontes solar e eólica, o setor de energia brasileiro ainda tem a geração hidrelétrica como base do sistema. As termelétricas são uma fonte complementar de energia, acionadas dependendo da necessidade, em um sistema gerido nacionalmente de forma coordenada.

As termelétricas vêm sendo cada vez mais chamadas a operar, e a previsão é que a situação se mantenha nos próximos anos, quando haverá diminuição da importância das fontes hídricas e aumento do uso das fontes renováveis, como solar e eólica. No entanto, as fontes renováveis são intermitentes, dependem do clima, e por isso as UTE’s  são importantes como fonte alternativa.

No momento, UTE’s como de Juiz de Fora e Itibirá estão operando com plena produção para suprir a demanda gerada pela crise hídrica, que é fruto também da falta de planejamento e investimento do Governo Federal, que aplica o velho método de “sucatear para privatizar”.

As privatizações podem desorganizar o sistema e ainda trazer aumento nos preços das tarifas, atingindo consumidores e a economia do país. A Petrobras anunciou em 2020 a intenção de vender quatro termelétricas: três em Camaçari, na Bahia, e uma em Canoas, Rio Grande do Sul.

 

Eletrobras também na mira

Segundo relatório da produção do primeiro trimestre de 2021, a Petrobras avançou 15% na geração de energia, na comparação trimestral, o que ajudou a garantir estabilidade nos preços das ações e lucros para os investidores.

Tentando “mostrar serviço” para o capital financeiro, o ministro da Economia Paulo Guedes pressiona por um processo de privatização rápido, irresponsável e sem transparência com a sociedade.

No caso de um setor tão estratégico quanto o da energia, os riscos são causados não só pela privatização gradual da Petrobras, mas também pelo projeto de venda da Eletrobras, o que pode gerar demissões em massa, aumento de tarifas e desorganização do fornecimento de energia para a população.

O governo deveria estar preocupado em garantir fontes renováveis e menos poluentes de energia, e também impedir que falte luz nas casas e empresas da população. Isso se faz com investimento, inclusive em pesquisa, e coordenação estatal, o contrário do que implementa a gestão de Jair Bolsonaro.

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