É frequente ouvir as expressões “mamata”, “privilégio” e “cabide de emprego” quando alguns setores se referem às empresas estatais, incluindo em relação à Petrobras. Mas isso é verdade?

Neste texto, vamos esclarecer algumas dúvidas sobre os trabalhadores concursados da companhia e em outros tipos de empresas públicas e derrubar preconceitos. Siga a leitura!

 

Como é feita a contratação no Sistema Petrobras?

Para ingressar na Petrobras, é preciso ser aprovado em um dos concursos públicos mais difíceis e concorridos do Brasil.

Entretanto, diferentemente dos serviços básicos de atendimento à população, como Educação e Saúde, aqueles que passam pelo concurso público da Petrobras entram no regime CLT e não possuem estabilidade.

 

Depois da aprovação vem o “bem-bom”?

Nem pensar!

Além de comprovarem logo na contratação que estão qualificados, os trabalhadores passam constantemente por capacitação e ganham direito de pleitear acesso aos cursos de aprimoramento da Universidade Petrobras (são dezenas de horas de cursos todos os anos).

Só em treinamento, a Petrobras investiu R$ 127,4 milhões em 2019.

Tudo isso é muito positivo para o país. Por causa da alta qualidade do trabalho desempenhado por seus funcionários, a Petrobras já foi premiada inúmeras vezes e está sempre figurando nas listas das melhores empresas do setor no mundo.

 

Mas existe não concursados?

A Petrobras possui mais de 46 mil trabalhadores concursados.

Por seu tamanho e pela complexidade das atividades que desenvolve, há cargos de confiança na empresa, para funções estratégicas e de chefia. A maioria desses cargos são ocupados por funcionários concursados, que recebem adicionais pelo aumento da responsabilidade.

E existem também alguns cargos de confiança ocupados por pessoas que não passaram em concurso. Em tese, esses funcionários deveriam ser escolhidos por sua qualidade e pelo potencial de contribuição à empresa e ao país.

E deveria haver mais mecanismos para evitar o uso político desses cargos.

 

Como eram as contratações de funcionários nas estatais antes dos concursos?

A contratação de profissionais era feita geralmente por meio de indicações (afilhados políticos, parentes, amigos, conhecidos etc).

Já os concursos públicos são isonômicos, não levam em consideração parentesco, filiação partidária, escolhas políticas ou relacionamentos pessoais. Isso é essencial para reduzir as chances de corrupção e de prejuízos ao povo.

 

O que é o preconceito contra os funcionários de empresas públicas?

“Privilégio”, “mamata” e “cabide de emprego” são expressões utilizadas para difamar tanto servidores públicos como empregados de empresas estatais. Quem estimula e dissemina de forma proposital essa postura preconceituosa não está interessado na existência de atendimento de qualidade à população, nem em companhias estatais eficientes, mas sim em transferir as riquezas nacionais para a iniciativa privada.

As estatais brasileiras são extremamente lucrativas. Em 2019, tiveram R$ 109,1 bilhões de lucro. Só o da Petrobras foi R$ 40,1 bilhões. Aqueles que atacam as estatais estão querendo se apossar desses valores.

Ter mais trabalhadores concursados é garantia de mais qualidade e menos corrupção.

No caso da Petrobras, é geração de ciência, novas tecnologias e desenvolvimento do Brasil.

 

 

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