Desde seu início, em janeiro de 2019, o atual governo brasileiro tem deixado claro sua vontade de entregar o patrimônio dos brasileiros para o capital privado, principalmente para os estrangeiros. Além de afetar o bolso dos brasileiros, isso comprometerá a capacidade do país superar suas desigualdades e de construir um futuro com mais prosperidade.

E mesmo que a Petrobras seja a maior empresa do Brasil e obtenha lucros gigantescos ano a ano (em 2019, foram R$ 40,1 bilhões), o governo ainda pretende desmontá-la.

Um dos objetivos é reduzir a área de refino (responsável por transformar o petróleo em combustíveis e em matérias-primas para uma infinidade de produtos), para que o Brasil seja um mero exportador de petróleo cru.

O primeiro impacto seria nos preços finais ao consumidor de gasolina, diesel e gás de cozinha, já que o Brasil teria que aumentar a importação desses produtos. Somado a isso, venda de refinarias para reduziria a arrecadação de impostos e de royalties com essas atividades, assim como nos municípios onde há embarque e desembarque de petróleo e de gás natural.

A privatização também causaria fechamento de milhares de vagas de empregos diretas, e centenas de milhares de vagas indiretas, inclusive no comércio e nos serviços ao redor das unidades da empresa. Também perdem os empregos e receitas de obras de infraestrutura relacionadas.

Isso sem falar que o projeto de autonomia energética do país seria desmantelado e o Brasil ficaria subordinado às vontades das empresas estrangeiras. Além disso, quando houver instabilidades no setor, o mercado nacional seria fatalmente afetado, com o prejuízos sendo repassados para os consumidores brasileiros.

 

O tamanho

A Petrobras é dona de 13 das 17 refinarias que atuam no Brasil, e é responsáveis pela 98,2% da capacidade total de refino do país.

Por dia, a estatal refina 2,2 milhões de barris. As oito refinarias listadas à venda correspondem a metade disso: 1,1 milhões de barril por dia.

 

O custo

Estudos de diversos consultores de energia apontam que a Petrobras é capaz de entregar matéria-prima com custo 35,4% menor do que os preços internacionais. Somados aos custos de refino, isso levará a um aumento do custo de produção em até 73,1%. Certamente isso será repassado para o consumidor.

Estima-se que essas mudanças impactem em um aumento de até R$ 0,60 no preço do litro de gasolina e do diesel. Do mesmo modo, o gás, que poderia ser hoje vendido por cerca de 30% a menos, não baixará mais, pois não haverá controle sobre a política de preços.

Tudo isso irá gerar uma espiral inflacionária, que vai afetar praticamente toda a economia nacional e inviabilizará alguns setores que dependem do preço do combustível.

Por isso é importante uma Petrobras estatal e inteira. Pois com a Petrobras o Brasil tem futuro!

 

 

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