Para um país se desenvolver, e presença de um Estado forte na economia é essencial. Pelo menos é o que nos mostra a história da maioria das nações que hoje são consideradas as mais ricas e desenvolvidas do planeta.

E mesmo em países que hoje professam uma cartilha mais liberal, houve antes uma etapa em que o Estado foi essencial para se criar toda a estrutura necessária para o crescimento.

É aí que entram a Petrobras e a Eletrobras e onde deveriam estar a Vale, a CSN, a Embraer e outras empresas estatais importantes que foram liquidadas. São empresas que providenciam insumos de base (energia e processamento de matéria prima, entre outros) para garantir o desenvolvimento de atividades de maior complexidade técnica, ou que entregam produtos e serviços de alto nível tecnológico.

Se estiverem nas mãos da iniciativa privada (nacional ou estrangeiras), esse tipo de empresa passa a se guiar apenas pelo lucro mais imediato, deixando de executar investimentos em projetos com retorno mais demorado ou que sejam menos atraentes financeiramente, embora fundamentais para a economia de onde atuam.

 

Diferentes funções

Nas mãos do Estado, empresas como a Petrobras são parte de uma estratégia de desenvolvimento a médio e longo prazo, assim como investimento mais paciente em novas tecnologias e aprimoramento científico. É assim nas parcerias com universidades públicas, por exemplo, gerando pesquisa aplicada em benefício da nação.

Em mãos privadas, o lucro pode ser obtido justamente da escassez de recursos. Com o foco na obtenção de lucros maiores, muitas empresas fazem com que um produto esteja em falta para aumentar seu preço e gera a mesma receita com menos gasto para fabricá-lo. Quando se trata de energia, como o petróleo e seus derivados, isso é mortal para a economia e para o futuro de um país.

Entendendo essa dualidade, é possível compreender o peso positivo da Petrobras enquanto estatal no fornecimento de meios para o desenvolvimento brasileiro.

Sem ela dando prioridade ao fornecimento nacional, o Brasil poderia ter escassez de derivados de petróleo e nenhum plano de ampliação futura de oferta. Nada seria pensado além do lucro imediato, o que significa ser refém de todas as intempéries mundiais e ainda ser privado do desenvolvimento em Ciência e Tecnologia que permite o país a ter uma produção de bens mais complexos.

Com a Petrobras, o Brasil tem futuro. E um futuro que enxerga além do curto prazo.

 

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