Referência mundial na exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras está presente nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis.

Nas 13 refinarias espalhadas pelo território nacional, são produzidos perto de 2 milhões de barris de derivados por dia. Além da gasolina e do diesel, há ainda o nafta petroquímico (usado na produção de plásticos), lubrificantes e gás liquefeito do petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha.

O setor de óleo e gás já chegou a representar 13% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, isto é, da soma das riquezas do país.

Economicamente, ela é fundamental para o caixa da União (Governo Federal), dos estados e de centenas de municípios (em muitos deles, as unidades da Petrobras correspondem a mais da metade da arrecadação).

Mas nos últimos anos, setores da elite que pretendem lucrar com uma eventual venda (inteira ou em partes) da empresa, começaram a disseminar uma das maiores ondas de fake news da história do nosso país.

Listamos aqui algumas destas mentiras.

 

Petrobras quebrada: FAKE!

O Brasil é um dos quinze países com as maiores reservas de petróleo do planeta (e de tempos em temos descobrimos novos poços), e a Petrobras é uma das dez maiores petrolíferas do mundo.

Em 2018, o lucro da Petrobras foi de R$ 25,7 bilhões. No mesmo ano, Minas Gerais recebeu um repasse recorde da REGAP (R$ 9,3 bilhões). Em 2019, o lucro foi de R$ 40,1 bilhões.

A estatal é uma grande geradora de caixa. Entre 2012 e 2017, a geração se manteve estável entre 25 e US$ 27 bilhões por ano. Também neste período manteve enormes reservas em caixa, entre 13,5 e US$ 25 bilhões, superiores às multinacionais estrangeiras. A capacidade de honrar compromissos de curto prazo sempre foi evidenciada pelo índice de liquidez corrente superior a 1,5.

Definitivamente, a Petrobras não está quebrada e nunca correu esse risco!

 

“Prejuízos” pelos subsídios ao consumidor entre 2011 e 2014: FAKE!

Não é verdade que a Petrobras teve prejuízos enquanto adotou preços de combustíveis abaixo do internacional, entre 2011 e 2014, época em que o preço do petróleo se manteve elevado.

Neste período de altos preços do petróleo, os resultados das atividades de refino foram compensados pelos ótimos resultados das atividades de exploração e produção.

No período de 2015 a 2016, com os preços do petróleo mais baixos, os resultados de exploração e produção foram compensados pelos ótimos resultados do refino.

O fato é que o preço de venda dos derivados sempre foi acima dos custos de produção. Assim, a Petrobras, como empresa integrada, sempre apresentou lucros operacionais em linha com as maiores empresas de petróleo do mundo.

Isso mostra o quanto é fundamental manter e ampliar a estrutura de refino da Petrobras, assim como as empresas petrolíferas que mais crescem no mundo estão fazendo. Concentrar todas as forças em uma só operação, como o atual governo brasileiro quer fazer, é um erro estratégico que aí sim pode comprometer o futuro da empresa e do país.

 

A política de preços que teria beneficiado a estatal desde 2016: FAKE!

A política de preços altos e vinculados à variação do preço do petróleo no mercado internacional e do dólar, inaugurada em 2016, prejudicou tanto a Petrobras como o consumidor brasileiro.

Ao mesmo tempo em que deixou de exportar diesel, as vendas no mercado interno caíram e o consumidor ainda paga um preço acima do aceitável.

 

“Monopólio” do refino: FAKE!

Desde a promulgação da Lei 9.478/1997, a Petrobras não tem mais o monopólio do setor no Brasil. Existem outras refinarias operando no País, que podem ampliar sua capacidade, e qualquer outra empresa estatal ou privada pode exercer atividades de refino, de acordo com seu apetite de assumir riscos de investimento, assim como a Petrobras fez, com objetivo de atender ao crescimento do mercado brasileiro de derivados, desde que autorizada pela União.

A questão é que as empresas privadas não quiseram arriscar e investir no país. Sabem que o setor de petróleo é cheio de riscos e o retorno nem sempre é certo. Agindo de forma covarde, preferem financiar políticos, “influencers” de internet, agrupamentos extremistas e a velha mídia para desgastar a imagem da Petrobras e, com isso, facilitar a compra de toda a estrutura que já está pronta e que dá lucros gigantescos.

 

A Petrobras está tomada pela corrupção: FAKE!

Assim como qualquer empresa gigante, a Petrobras está sujeita a riscos de desvios por parte de membros de seu alto escalão. Isso não é exclusividade dela, afinal, muitas das maiores empresas do mundo, especialmente as privadas, passaram por problemas semelhantes.

Se o problema fosse apenas acabar com a corrupção, os problemas da Petrobras seriam tratados como o de muitas outras empresas, com a responsabilização dos culpados (mediante processos legais legítimos e isentos de intenções políticas), o setor econômico seria preservado, assim como centenas de milhares de empregos, a empresa passaria por reestruturações e o país continuaria contando com ela para construir um futuro melhor.

No Brasil tem sido diferente. Setores oportunistas, ligados aos interesses de quem pretende se apropriar das riquezas do nosso petróleo, criaram no imaginário popular a falsa ideia de que a Petrobras estaria tomada pela corrupção, e que tudo se resumiria aos desvios de comportamento de alguns poucos gestores.

Com essa mentira, interferiram na vida política do país e inventaram julgamentos ilegítimos com articulação e conluio entre acusadores e quem iria julgar.

Mas o efeito disso tudo foi a destruição de setores econômicos mais importantes do país, uma crise econômica que se arrasta há anos, desemprego recorde, crescimento de setores autoritários e antidemocráticos e antipatriotas, e mancharam a imagem da maior e mais importante empresa do país, para começar a vende-la aos pedaços.

 

O que não é fake?

A verdade é esta: sem a Petrobras não haveria descoberta do Pré-sal, não teríamos refinarias e nem infraestrutura e logística de gás e de muitas outras frentes do setor energético. Os apagões em várias regiões do país seriam muito mais frequentes.

Viveríamos um processo ainda mais profundo de desindustrialização. Combustíveis e gás seriam ainda caros. E o Brasil não teria entrado para o grupo das maiores economias do planeta, com imensos avanços econômicos e sociais a partir da década de 2000.

Isso só acontece porque a Petrobras é uma empresa estratégica, que foi construída para beneficiar o conjunto da nossa população. Ela deve permanecer estatal, porque é assim que construiremos um amanhã melhor para todos os brasileiros.

 

 

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