No século XIX, a Noruega estava entre os países mais pobres da Europa. Hoje, lidera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É o país com a melhor qualidade de vida do mundo e maior renda per capita (por pessoa).

Como ela deu esse salto?

Usando a riqueza gerada a partir do petróleo, controlado pelo Estado, como indutor de melhorias sociais!

A Noruega criou fundos com as receitas dessa atividade para financiar serviços públicos, especialmente educação e saúde. Com isso, o país se transformou em sinônimo de riqueza e de justiça social.

A visão estratégica da Noruega inclui também a forte presença do Estado em praticamente todos os ramos da economia. O governo tem participação em mais de 3 mil empresas, incluindo nas maiores do país em telefonia, fertilizantes e no sistema financeiro.

O Brasil também já pensou assim num passado recente: o Fundo Social do Pré-Sal, criado em 2010, prevê que a exploração do petróleo suboceânico destine 75% dos royalties para a Educação e 25% para a Saúde. E há muitos mais ganhos para o país relacionados com a atividade, mas setores sem compromisso com a população querem acabar com tudo isso.

 

Por que o governo brasileiro não tem visão de futuro?

Estima-se que nos próximos 40 a 50 anos o petróleo e seus derivados mantenham destaque na economia mundial.

Um projeto de nação forte e soberana deve investir no setor e usá-lo no financiamento do progresso social, além de desenvolver energia limpa, de menor impacto, alavancar a educação, e abrir fronteiras à ciência, em novos conhecimentos que elevem a qualidade de vida da população.

Não foi do dia para a noite que a Noruega se torno um país tão rico. Foi um projeto implementado durante décadas (o petróleo foi descoberto há pouco mais de 40 anos), com avanços constantes e uma visão no futuro. Independentemente da visão ideológica de quem esteve no governo, o foco não mudou: o bem-estar dos noruegueses sempre esteve em primeiro lugar.

Infelizmente, a visão do governo brasileiro atual não é a mesma. Em vez de priorizar a qualidade de vida da nossa população, o governo foca naquilo que interessa primeiramente ao capital internacional: a venda de petróleo a baixos preços.

Em vez de usar todo esse potencial para gerar crescimento econômico e desenvolvimento social, o governo brasileiro está entregando essa riqueza para mãos estrangeiras.

Uma política de fortalecimento do conteúdo nacional já foi experimentada por aqui, com a Petrobras. Mantê-la estatal, inteira e atuante protegerá o país dos conflitos e adversidades econômicas mundiais, e nos tornará ainda maiores.

 

 

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