A Petrobras está desenvolvendo um tipo de tecnologia que é invisível a olho nu, mas garante avanços gigantescos. É a nanotecnologia, ramo da ciência que mescla física, química, biologia, engenharia de materiais e computação com o intuito de modificar a estrutura molecular da matéria e criar materiais com propriedades superiores.

Esse tipo de engenharia acontece em uma escala muito pequena, nanométrica, que é 0,000000001 de 1 metro. É algo cerca de cem mil vezes menor que a ponta de um fio de cabelo.

Uma das estrelas das pesquisas é um tipo de carbono chamado grafeno. Ele foi descoberto apenas em 2004 e possui a espessura de um átomo. É 1 milhão de vezes mais fino que uma folha de papel. Apesar disso, é 200 vezes mais resistente que o aço, mesmo sendo flexível e elástico, além de ser excelente condutor de eletricidade e de calor.

A Petrobras desenvolveu nanotubos de grafeno, que são folhas do material em formato cilíndrico. A primeira utilidade descoberta foi a criação de um cimento mais resistente para sustentar as altas pressões das paredes dos poços do Pré-Sal. Os tubos funcionam como cabos de aço, aumentando em até 50% a resistência do material à tração.

Outra aplicação dos nanotubos de grafeno é no aumento da resistência dos enrijecedores de curvatura (bend stiffeners), uma estrutura em forma de cone que permite conexão segura dos dutos às plataformas. A flexibilidade e resistência do material permite que eles suportem às movimentações da plataforma sem romper, gerando mais segurança e menos custos de manutenção.

E as aplicações do grafeno não param por aí, pois estão sendo desenvolvidos adesivos superpoderosos combinando o material com polímeros e tecidos de fibra de carbono. A tecnologia permitirá o reparo de estruturas metálicas, como plataformas, com mais agilidade e custos reduzidos.

 

Vedação

Outra tecnologia em desenvolvimento é o Spartan (Sweep Performance Augmentation Realized by Thermally Activated Nanosystem), sigla que, em português, significa “aumento do desempenho da varredura realizado pelo nanossistema ativado termicamente”.

É um material líquido em ambientes frios, sendo transferido facilmente por tubos, mas que se torna gelatinoso em temperaturas mais altas. Ele servirá para bloquear canais, falhas e fraturas nas rochas, evitado acúmulo de petróleo nelas.

 

Parcerias com universidades

Todas essas nanotecnologias são desenvolvidas em parcerias com universidades públicas. Atualmente a Petrobras atua com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Mais do que a descoberta, prospecção e comercialização de petróleo, a Petrobras é parceira de ensino, pesquisa e extensão com quem mais produz ciência no país: as universidades públicas. É projeto de futuro com quem também pensa no Brasil de amanhã, e a prova de que as empresas e universidades públicas são fundamentais para o desenvolvimento do país.

 

Compartilhe o post
Instagram  | Facebook