Manter a Petrobras brasileira e estatal é pensar no futuro do país do Brasil. Significa ter em mãos um projeto de desenvolvimento nacional.

São vários os fatores que apontam que uma privatização, fatalmente para as mãos de empresas estrangeiras, seja abrir mão de receitas e conhecimentos necessários para o crescimento do Brasil.

O primeiro fator é justamente a distribuição de dividendos. A exploração, refino e comercialização de petróleo e derivados — principal atividade econômica da Petrobras — é uma atividade extremamente lucrativa.

Segundo dados da própria empresa, o lucro líquido em 2018 foi na casa dos R$ 25,8 bilhões e R$ 40 bilhões em 2019. A produção diária em 2019 ficou na casa de 2,77 milhões de barris de petróleo por dia. E vem crescendo, pois com a entrada da plataforma P-68 em operação, o mês de dezembro de 2019 já apresentou média de 3,3 milhões de barris por dia.

A Petrobras, além de ser autossuficiente — não precisa e nem recebe aportes financeiros do governo —, gera dividendos anuais. Este dinheiro — parcela do lucro — é encaminhado para fundos do governo e é transformado em ações de diversas áreas como saúde, educação, geração de empregos, infraestrutura.

A empresa, com dinheiro do próprio caixa, também desempenha ações nas comunidades impactadas por sua atividade econômica.

Sem este dinheiro dos dividendos, o Brasil deixará de ter uma poupança anual, que irá para o bolso de estrangeiros sem compromisso com projeto de desenvolvimento econômico e social da nação.

É algo similar àquela famosa fábula infantil da galinha dos ovos de ouro.

Além disso, a atividade econômica da empresa gera impostos, também revertidos para os cofres públicos. Por ser auditada diretamente pelos órgãos de controle da União, é praticamente impossível que a Petrobras pratique sonegação de impostos.

Sendo assim, a empresa é uma fonte certa e permanente de receitas para o país de um jeito ou outro.

Completando o círculo virtuoso, a lei brasileira exige o pagamento de royalties aos estados e municípios que possuem exploração de petróleo em seu território ou mar territorial. Assim, é mais dinheiro no caixa para governos estaduais e prefeituras também reverterem em serviços públicos.

 

Petróleo e muito mais

Além de toda questão tributária e acionária, a Petrobras produz tecnologia e é referência na indústria de óleo, gás natural e energia. Ela atua nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis.

Estima-se que só no Pré-Sal haja reservas a ser exploradas que gerarão lucro na casa dos US$ 10 trilhões (equivalente a quase R$ 44 trilhões). Isso dá mais ou menos o equivalente a toda riqueza produzida pelo país em cinco anos segundo números do Produto Interno Bruto (PIB).

Imagine toda essa riqueza indo para mãos estrangeiras…

A Petrobras vem se preparando para atuar em novos ramos de produção de energia, como a energia eólica em Mangue Seco 2, no município de Guamaré-RN, uma das quatro pertencentes à empresa. A Petrobras é dona também de uma usina de energia solar, mostrando estar afinada com tecnologias mais limpas.

 

Qual o sentido em abrir mão disso?

Nenhum. Desde 1997, quando revogaram a lei 2.004/1953, não existe monopólio do petróleo no Brasil, mas nenhuma outra grande empresa quis investir em novas refinarias, oleodutos ou terminais.

Durante vários anos do início deste século, a Petrobras teve uma política de priorizar conteúdo nacional na construção de navios e plataformas, o que provocou reativação e criação de vários estaleiros pelo país, gerando empregos e levando desenvolvimento a várias regiões. Infelizmente, a partir 2016, a política foi abandonada dentro do atual processo antinacional de destruição da estatal, transformando alguns destes então pujantes polos de indústria naval novamente em cidades-fantasma.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), os royalties pagos pela Petrobras dispararam entre 2001 e 2018, partindo de R$ 1,67 bilhão para R$ 50,6 bilhões. Somando com tributos, foram mais de R$ 145 bilhões repassados em 2018 para estados e municípios, que se transformaram em políticas públicas.

O investimento em ciência e tecnologia, marca registrada da Petrobras, foi multiplicado por mil em 20 anos! De R$ 2 milhões em 1998 para R$ 2 bilhões em 2018. Este foi o salto de qualidade da empresa, gerando valor agregado aos seus produtos e a seus trabalhadores. Tecnologia nacional desenvolvida para o Brasil.

O desmonte da Petrobras — iniciado em 2016 com redução de refino e venda de subsidiárias — é o desmonte do Brasil. É o governo querendo vender o futuro dos brasileiros em troca de um projeto de submissão ao capital estrangeiro.

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