Não é de hoje que a população brasileira vem recebendo um verdadeiro bombardeio de notícias negativas sobre a Petrobras e sobre as demais empresas estatais. Você já deve ter percebido isso.

Sempre na sequência vem o mantra do “privatiza tudo”, repetido exaustivamente por setores que não possuem compromisso com o povo brasileiro.

Sabe o que eles querem? Enganar você, para que você também repita essa mesma expressão sem refletir direito.

A certeza é que os interessados na venda da Petrobras não são comprometidos com o bem-estar da população, muito menos patriotas (já que entregariam o patrimônio brasileiro para mãos estrangeiras num piscar de olhos).

São setores que não estão nem um pouco preocupados com as necessidades do povo e querem apenas se dar bem com a venda das estatais.

 

A verdade

Se a Petrobras for privatizada, são poucos os que se beneficiarão de todo uma estrutura que foi criada para atender as necessidades da população brasileira e pela vontade de fazer do Brasil um país energeticamente independente.

As empresas estatais são estratégicas para o país, pois são fundamentais para reduzir a pobreza e o abismo social que separa as camadas mais ricas das mais pobres.

Elas alavancam a economia nacional e desenvolvem muitas regiões que estavam à margem do poder econômico, e ainda ajudam a incluir pessoas e a garantir bem-estar e acesso a direitos essenciais.

Além disso, a maioria é extremamente lucrativa (mesmo não sendo esse o foco principal). Em 2019, as estatais federais tiveram lucro conjunto de mais de R$ 100 bilhões. Grande parte desses recursos são aplicados em benefício do conjunto da sociedade.

Se fossem privatizadas, esse lucro iria para o bolso dos donos ou acionistas. Se os compradores fossem estrangeiros, o lucro iria para o país de origem e deixaria de movimentar a economia brasileira.

 

O que eles escondem do povo

Vejamos o caso da Petrobras: é a empresa mais importante do Brasil, e é a que mais sofre com ataques e fake news.

Raramente os meios de comunicação tradicionais divulgam alguma notícia positiva sobre ela. Pelo contrário. Ela é constantemente atacada pela velha mídia e por setores que desejam se apropriar do patrimônio dos brasileiros (muitos deles são patrocinadores dessa mesma mídia).

O que eles nunca falam é que ela já foi responsável por 13% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, movimentando uma gigantesca cadeia produtiva que gerava centenas de milhares de empregos.

Além disso, nenhuma empresa investe mais em educação e em cultura do que ela, com milhões de reais repassados para projetos em todo o país, e sua tecnologia é fundamental para conter desastres ambientais em alto mar.

Tudo isso sem falar nos bilhões de reais repassados para os governos municipais, estaduais e federal para que sejam investidos em políticas públicas em todas as áreas.

 

Ataque sistemático

Como os aproveitadores sabem que a população tem noção da importância das estatais (mais de 65% é contra as privatizações), a forma que eles encontram para buscar apoio à ideia da venda do patrimônio dos brasileiros é enganando e mentindo.

E há vários setores que estão ajudando o governo a tentar convencer a população a entregar a maior empresa do país, como os partidos conservadores tradicionais, cujos políticos são financiados para agir como office-boys de interesses privados.

Também existem os grupos organizados na internet (milícias digitais altamente financiadas, como algumas que ganharam bastante espaço no Brasil e até elegeram diversos políticos para fazer aquilo que eles hipocritamente criticavam – a principal delas, por exemplo, foi criada por empresários norte-americanos do ramo do petróleo que desejam se apropriar do petróleo brasileiro).

Quando uma estatal (a Eletrobras) foi convocada para resolver o problema do apagão de eletricidade causado pela negligência de uma empresa privada no Amapá, em novembro de 2020, a imprensa apenas noticiou que o “problema foi resolvido”.

 

Egoísmo e mesquinharia

Os grupos organizados que incentivam a ideia do “privatiza tudo” não possuem uma característica que deveria ser base das relações humanas: a empatia.

São setores que não se importam com o sofrimento alheio, não se interessam pelo bem-estar da sociedade e muito menos em reduzir as desigualdades sociais.

Eles são financiados para espalhar a ideia da privatização como solução para todos os problemas do país, mesmo que já esteja comprovado o mal que elas causam e os prejuízos (econômicos, humanos, materiais e ambientais). Alguns são pagos para fazer propaganda, outros serão pagos caso as privatizações se concretizem.

Como diria o jargão em inglês: “It’s all ‘bout the money” (é tudo por dinheiro).

Quem vai perder? O conjunto da sociedade e, inclusive, as pessoas que são enganadas e que ficam repetindo o mantra do “privatiza tudo” na internet.

 

Por que não seguir exemplos de países mais desenvolvidos

No século XIX, a Noruega estava entre os países mais pobres da Europa. Hoje, lidera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). É o país com a melhor qualidade de vida do mundo e maior renda per capita (por pessoa).

Para isso, usou a riqueza gerada a partir do petróleo, controlado pelo Estado, como indutor de melhorias sociais. Foram criados fundos com as receitas dessa atividade para financiar serviços públicos, especialmente educação e saúde. Depois de alcançar altíssimos índices de bem-estar, os recursos passaram a ser recolhidos em um fundo para a manutenção da qualidade de vida da população no futuro.

As reestatizações são uma tendência que cresce cada vez mais.  Segundo estudo do Transnational Institute (TNI), nos últimos anos pelo menos 924 serviços que haviam sido privatizados foram reestatizados e 483 novos serviços foram criados em 58 países (principalmente nos mais ricos, como Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália, Espanha e muitos outros).

Governos inteligentes tomam atitudes baseadas nas necessidades da própria população, e não por interesses mesquinhos de setores que já são privilegiados. Por que o Brasil não pode seguir também esse caminho?

Ah, e antes que alguém corra para citar os Estados Unidos como exemplo de “Estado mínimo”, aí vai uma novidade: eles são o maior exemplo de quem não privatiza tudo, afinal, lá existem mais de 35 mil empresas estatais (chamadas de public authorities).

Agora que você já sabe de onde vem a enganação do “privatiza tudo”, certamente você vai pensar duas vezes antes de repetir esse mantra, afinal, tudo o que eles querem é que você não saiba que os brasileiros precisam das estatais, e que o Brasil precisa da Petrobras!

 

 

Compartilhe o post
Instagram  | Facebook