A política de desinvestimentos da Petrobras no atual governo está colocando em risco todo o projeto de independência energética que o Brasil vinha construindo nas duas últimas décadas.

Esse é um plano liderado por aqueles que não pensam na Petrobras como peça fundamental no futuro do Brasil. Colocando o interesse da iniciativa privada à frente da ideia de nação desenvolvida, o governo atual dispensa ativos importantes e reduz atividades em refinarias, colocando oito delas à venda, a preços baixíssimos.

Neste texto, vamos lhe mostrar 5 razões para o Brasil voltar a investir nas refinarias da Petrobras.

 

  1. Países que investem em refino têm resultados melhores

Os Estados Unidos, que estão cada vez mais autossuficientes, produzem 13 milhões de barris/dia. Já a sua capacidade para refino é de 18 milhões de barris/dia. A China tem uma produção de quase 4 milhões de barris/dia. Mas o potencial de refino é grande: 14,5 milhões. Além de ampliar seus lucros, as empresas que diversificam atividades, especialmente com o refino, têm muito mais condições de passar por crises.

Já a Petrobras chegou a perder R$ 200 bilhões em valor de mercado (estava avaliada em R$ 400 bilhões) durante a crise internacional de petróleo em março de 2020, por causa das escolhas erradas do governo.

O setor já foi responsável por 13% do Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma das riquezas produzidas) do país, mas essa participação tem diminuído drasticamente nos últimos anos porque toda a cadeia produtiva está sendo desmantelada. Ou seja, mesmo que a Petrobras obtenha lucros recordes, todo o restante da cadeia está deixando de gerar riquezas para o país.

 

  1. Soberania nacional

A característica que faz da Petrobras uma gigante no setor petrolífero é a sua atuação de forma integrada. A companhia está presente diversos segmentos, como refino, exploração, produção, transporte, comércio, entre outros.

O Brasil produz mais de 3 milhões de barris/dia e tem capacidade para refinar 2,3 milhões de barris/dia. O problema é que por escolhas do governo, que foca cada vez mais na venda do petróleo cru para o exterior, a Petrobras tem reduzindo suas atividades de refino.

As refinarias brasileiras chegaram a operar em até 95% de sua capacidade, hoje atingem cerca de 60%. É uma falha estratégica porque faz com que o Brasil precise importar cada vez mais combustíveis, deixando nosso país refém da política internacional e do mercado de petróleo mundial.

 

  1. Pesquisa

As refinarias são responsáveis por avanços científicos. A Petrobras concluiu estudos para a fabricação de diesel renovável, com melhor desempenho nos motores e menor emissão de gases poluentes. Os testes foram realizados na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), que fica no Paraná e é uma das oito refinarias que estão no pacote de privatizações do governo.

 

  1. Cobertura da demanda nacional

Se o Brasil retomasse o ritmo de produtividade, investisse em novas tecnologias para renovar as refinarias atuais e concluísse as obras pendentes nas refinarias Abreu e Lima (RNEST) e no Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), poderia garantir que toda a demanda nacional por combustíveis fosse suprida. Por que não gerar o nosso próprio estoque aqui no Brasil e fazer do nosso país autossuficiente em combustíveis?

 

  1. Queda nos preços dos combustíveis

Se o Brasil suprisse sua própria demanda e não precisasse importar tanto os combustíveis, o preço para o consumidor brasileiro certamente diminuiria. Além disso, a estatal estaria mais segura para enfrentar crises futuras.

 

Impedir a venda das refinarias é um dos caminhos para o Brasil voltar a crescer e garantirmos um país mais forte e soberano.

 

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